| IMPRENSA |
|
Físico lança livro de poesia
Pessoa simples, Deidimar não faz questão do título de poeta, diz que o que mais lhe agrada é mesmo ser chamado professor. “Poeta é um estado de espírito natural a qualquer ser humano sensível.” diz Deidimar. Mas, não pense que os poemas dele tratam de Física Quântica, fórmulas ou buracos negros. Dono de uma sensibilidade notável, Deidimar vai muito além. Vai do lírico ao concretismo, da poesia romântica à social. Seus poemas buscam fugir do lugar comum e não dar asas à hipocrisia. Ele trata uma cena comum com um olhar muitas vezes surpreendente e, em outras, a abordagem é incrivelmente direta. O incauto, que fizer uma leitura rápida e superficial, pode achar que faltou final em algum poema, ou, achar outros, extremamente simples. Mas, por de traz de uma construção simples do poeta, ou melhor, do professor, sempre se pode encontrar um significado extremamente sensível, sofisticado e inteligente. Ele surpreende em várias situações. No poema Declaração (que fala de amor) ele diz: “Mais do que o masoquista ama a dor / E o hipocondríaco o remédio / Eu vivo para te amar!” Sua obra está repleta de críticas aos preconceitos humanos, no poema Tribunal ele escreveu: “Por que me avalias por onde eu moro? / Por que me medes pelo que tenho?” Na contramão das tendências em exaltar a periferia ele fala em Hipocrisia: “Não farei apologia à favela, / Não colorirei a miséria, / A favela é cinza, vermelha e marrom / E suas fotos são preto e branco!” E no mesmo poema continua: “Quem põe beleza em um barraco / Nunca lá esteve durante uma tempestade”. Pode-se dizer que o lançamento deste livro marca o “nascimento” de um poeta original. Esperança irá tocar as pessoas que gostam de ler um texto inteligente e sabem apreciar um bom poema. E talvez possa indignar e impressionar quem está acostumado a seguir os modismos, olhando o mundo superficialmente. E ainda como livro de poesias, ele cumpre o papel tratar dos temas que são inerentes ao ser humano: a existência, a morte, o amor, a amizade, a natureza, o comportamento humano... E assim, ao longo de suas páginas o livro emociona, mas também provoca. Quem é Deidimar Alves Brissi? Deidimar Alves Brissi nasceu na fazenda de seu bisavô no dia 20 de agosto de 1972 em Cosmorama, Estado de São Paulo. Filho único dos agricultores Laercio Brissi e Maria Izabel Alves Brissi. Morou na mesma casa onde nasceu até os 12 anos, quando a família mudou-se para o município vizinho, Américo de Campos. Estudou até a quarta série na escola rural do bairro do Scriboni (Cosmorama), o primeiro semestre da quinta série na cidade de Cosmorama e concluiu o antigo curso colegial em Américo de Campos. Licenciou-se em Física na Unesp, campus de Rio Claro em 1995. É Mestre em Física e Astronomia pela Universidade do Vale do Paraíba (São José dos Campos/SP). É casado com Luciene Auxiliadora da Silva Brissi, tem três filhos. Atualmente reside em São José dos Campos onde é professor de Física. Começou sua produção literária em 1990 quando sua professora de Biologia Maria Isabel Gil Gimenes enviou para o jornal Folha de Votuporanga uma redação produzida em sua aula. A redação era uma crônica intitulada Ecologia, foi escrita na Escola Municipal de Américo de Campos (SP). A redação não só foi publicada, como o autor passou a ser colaborador do jornal, publicando várias outras crônicas. A partir daí passou a colaborar com vários outros jornais e revistas, publicando poemas, crônicas e contos. Alguns poemas NEM TUDO PASSA As fortunas passam... Passa o poder temporal. As lágrimas que secamos, Todo amor, toda verdade O MENINO DESCALÇO Na beira da estrada havia um menino E pela estrada um homem passou E pela estrada, outro homem passou NÃO PRENDA A LÁGRIMA A lágrima que você prende Aperta sua garganta Por isso, não prenda a lágrima VIVER Quem nunca sentiu a alma partida, PROBLEMAS MODERNOS Vou comprar um despertador PALHAÇO Prefiro ser um palhaço MEU LUGAR Se tu fostes onde eu fui Se tu estivestes onde estou Se tu fores onde eu irei Tu não seriais você, serias eu GUERRA Enquanto o Sr. Ministro O POETA ENXERGA o que ninguém vê GRAMÁTICA PRÁTICA Você pode ter bons adjetivos, AMOR Amor que prende, que aprisiona, EXPLICAÇÃO Eu sei que, às vezes,
Contatos Fone (12) 3431-1098
|
|
|
|
|
| ©2008 Deidimar Alves Brissi | Página Principal Agenda Notícias Contato Livraria |