A nebulosa da águia!

Título: NEBULOSA DA ÁGUIA
Tamanho: A2 (42 x 59,4 cm)
Editora: Editora Pindorama
Ano: 2018
Papel: Couche (150 g)
Impressão: Brilhante

A Nebulosa da Águia (Messier 16, NGC 6611) é um jovem aglomerado estelar aberto localizado na constelação de Serpente. O objeto foi descoberto pelo astrônomo francês Jean-Philippe de Chéseaux em 1745-46 e seu nome deriva da forma que sua nuvem interestelar protoestelar em torno do aglomerado, que lembra uma águia. A fotografia da nebulosa pelo Telescópio Espacial Hubble, tomada no início de abril de 1995, ficou conhecida como os "Pilares da Criação", e mostra pilares de gás estelar e poeira contida na nebulosa.

Situa-se aproximadamente 7000 anos-luz em relação à Terra e sua magnitude aparente é igual a 6,4, sendo fracamente visível a olho nu, mesmo em excelentes condições de observação. É um sistema relativamente jovem, em termos astronômicos, com apenas 5,5 milhões de anos.

PILARES DA CRIAÇÃO

As imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble, em 1995, com a colaboração de Jeff Hestre e Paul Scowen, melhoraram significativamente o entendimento científico dos processos que ocorrem no interior da nebulosa. Uma dessas fotografias, que ficou conhecida como os "Pilares da Criação", mostra uma grande região de formação de estrelas. Acredita-se que as áreas pequenas e negras são protoestrelas. A estrutura da região em pilares lembra uma outra região de formação de estrelas, muito maior, registrada pelo Telescópio Espacial Spitzer em 2005, na constelação da Cassiopeia, conhecida como a Nebulosa da Alma. Esta nebulosa também recebeu a designação "Pilares da Criação" por ter estruturas semelhantes a da Nebulosa da Águia. Estas colunas, que lembram a estalagmites que bortam do chão de uma caverna, são compostas de hidrogênio e poeira, que agem como incubadores de novas estrelas. Dentro das colunas e nas suas superfícies, os astrônomos encontraram nós, ou glóbulos, de gás mais denso, chamados EGG (Evaporating Gaseous Globules - Glóbulos Gasosos em Evaporação). Várias estrelas estão sendo formadas no interior destes glóbulos.

Combinação de imagens de raios-x obtidas pelo observatório de raios-X Chandra com as imagens do Telescópio Espacial Hubble dos "Pilares da Criação" mostraram que as fontes de raios-X de estrelas jovens não coincidem com os pilares, mas em um ponto aleatório qualquer. Isto sugere que a formação de estrelas alcançou seu máximo a cerca de um milhão de anos atrás e que qualquer protoestrela contida em glóbulo gasoso em evaporação são suficientemente quentes para produzir raios-X. O maior de tais "pilares" tem 7 anos-luz de comprimento. Devido à sua grande densidade, os gases contidos nos pilares se aglutinam gravitacionalmente para formar estrelas. Em cada ponta do pilar, a intensa radiação emitida pelas estrelas jovens causam a dispersão de elementos menos densos, deixando exposto alguns glóbulos gasosos em evaporação, berçário de novas estrelas.